A música árabe divide-se basicamente em três grupos: folclore, peças escritas e improvisos.

A formação instrumental tradicional, comumente chamada de takht charqy, compõe-se de qanun, alaúde, violino e flauta nay, acompanhados de um instrumento de percussão, em geral o daff. Os primeiros encarregam-se da parte melódica e o último dá o apoio rítmico. Nas últimas décadas, essa formação tem sido acrescida de outros instrumentos tradicionais, como o buzuk ou a cawala, e, em alguns casos, um acordeom temperado com intervalos de quartos de tom, e outros instrumentos como o oboé ou o clarinete, nos quais esses intervalos também podem ser obtidos. Além disso, por necessidade de preencher a tessitura com sons mais graves, a viola, o violoncelo e o contrabaixo muitas vezes estão presentes, sendo esta a formação da maioria das orquestras clássicas.

A música árabe possui mais notas intermediárias que a música ocidental e reconhece três notas entre os tons inteiros chamadas quartos de tom (¼ tom). Diferente da música erudita ocidental, construída sobre intervalos compostos por tons ou semitons, essa linguagem depende também de intervalos de três quartos de tom. Simplificando, imaginemos que entre o Mi bemol e o Mi natural exista um grau intermediário cuja convenção é chamar-se Mi meio bemol.

A música árabe baseia-se em alguns modos principais (denominados Maqamat), cada qual com suas devidas escalas e intervalos. A partir desses modos, ramificam-se outros.

 

 

Os instrumentos musicais árabes

Maqamat

Cantores árabes

 

 

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