Declare seu amor aos livros

Esta seção dedica-se a todos aqueles que apreciam livros, leitura, literatura e bibliotecas. E àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer esse fascinante universo.

 

“O livro é um companheiro na solidão”, livro Caligrafia Árabe, Moafak Dib Helaihel

icone 2icone 3

Nome: Richard Lira Borges, estudante de Direito (1º ano)

Idade: 18 anos

Eu adoro ler, a leitura me possibilita um mundo de possibilidades, com ela posso chegar a lugares mágicos e distantes. Ela às vezes é um refúgio para onde posso fugir; outras é um lugar onde busco prazer. O importante é que ela me liberta desse mundo para universos paralelos ou me informa de coisas que a experiência dos sentidos não pode me proporcionar.

Meu pai foi meu grande incentivador. Desde pequeno me dava livros, com certeza isso influenciou muito no que sou hoje, no meu caráter, meu comportamento, minhas atitudes. Os livros também são grandes professores, ensinam valores e mostram que justiça, honestidade, coragem e piedade são coisas importantes nas nossas vidas e que essas qualidades fazem grandes pessoas.

icone 2icone 3

Nome: Matheus Hipólito Pio, estudante da 9ª série do ensino fundamental          

Idade: 14 Anos (10 / Mai/ 2000)

Às vezes as pessoas me perguntam por que eu gosto tanto de ler. Então eu lhes respondo: “Em verdade vos digo, a leitura me permite ir para outros mundos, outros lugares, eu me emociono junto com os personagens, independente se o livro é A Culpa é das Estrelas, Assassin’s Creed, Dom Casmurro, A Moreninha ou um gibi da Turma da Mônica.”

Todavia, o exercício da leitura só é possível pelas pessoas que nutrem os livros, distribuindo cultura e conhecimento: os escritores, á todos eles sou muito grato.

Eu acredito que os nossos jovens deveriam ler mais, eles seriam mais cultos, críticos e conscientes. Uma vez eu acabei lendo por acaso uma frase que eu tenho certeza que eu vou levar para o resto da minha vida.

É uma frase de Bill Gates ela ilustra muito bem o modo de que fui educado:

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.”

Sou grato a minha mãe por me criar deste modo, sobretudo pela minha família, que sempre incentivou a leitura.

 

icone 2icone 3

 

Patinho feio ou cisne? Minha história, um tanto interrompida, de amor aos livros

Por Deise Fernandes

Desde muito criança me encantei com os livros. As histórias, figuras coloridas, as fantasias que conseguia criar em meus sonhos me levavam para outras dimensões. Lembro-me como se fosse hoje do primeiro livro que ganhei: O Patinho Feio. Eu devia ter uns sete anos, logo depois de ter começado o meu primeiro ano na escola. Nem sabia ler direito, mas queria tanto conhecer aquela história que me esforcei muito em aprender as letras e todos os dias abria o livro e tentava reconhecer o que tinha aprendido. Foi maravilhoso o dia em que consegui ler  todas  as palavras, frases,  o que queria dizer aquela história. Até hoje ela me  traz aprendizados.  Não raro me lembro e me sinto trilhando os mesmos passos do Patinho Feio.

Depois desse clássico infantil, foram inúmeros os livros que li. Aqueles solicitados pela escola e muitos outros que encontrava na biblioteca, na casa de amigos, além dos que eu pedia como presentes de aniversário e de Natal. Mesmo assim, não conseguia ler tudo o que queria, porque nasci com miopia, e naquela época existia a crença de que minha visão seria mais prejudicada se lesse muito.  Lembro-me de que, às vezes, acordava de madrugada para ler escondido de meus pais.

Até os meus 15 anos, consegui ler muitos livros, mas a partir daí as coisas mudaram. Nasci com miopia e em consequência tive deslocamento de retina, perdi a visão e já não pude mais ler os livros impressos.

Aos 15 anos, por outros motivos, fiquei cega e,  depois de aprender o braile, quis ler todos os livros que existissem nesse método. Qual não foi o meu susto ao descobrir que todos os livros que existiam em braile, ou eu já tinha lido, ou eram infantis. Pior ainda foi quando, ao retomar os estudos, descobri que não existia nenhum livro indicado pelos professores que tivesse  sido transcrito nem para o braile nem gravado como Livro Falado. E aí começou a minha saga do Patinho Feio. Eu era a diferente em todos os ambientes dos quais participava. Já não conseguia conversar com amigos sobre literatura, não conseguia acompanhar as aulas por não ter lido os textos indicados pelo professor, já não tirava as notas máximas, sempre por não ter material de estudos.  A minha única alternativa era gravar as aulas e depender da boa vontade de amigos em gravar os textos para que eu pudesse ler. O que nem sempre era possível por conta dos prazos apertados para ler muitas páginas.  Consegui me formar no ensino médio com notas medianas, para não dizer medíocres. Outro dano enorme e que me fazia sentir mais Patinho Feio ainda foi a impossibilidade de alimentar meus sonhos, minhas fantasias, minha imaginação. A falta da leitura nos impõe uma vida árida, seca e sem cor.

Nos anos de faculdade essa situação se agravou. Fiz Ciências Sociais na UNICAMP e a exigência de leitura era enorme. Precisei contar com a colaboração de professores e de amigos da sala e só nós sabemos  as peripécias que tivemos  de fazer para conseguir ler o mínimo exigido pelo curso. Muitos dos livros que eu deveria ler na época da Faculdade, dos anos 1976 a 1979, só consegui ler muitos anos depois, quando apareceram os softwares ledores de telas (programas que fazem a leitura em voz alta dos textos no computador para pessoas com deficiência visual).

Antes desses softwares, apareceram os Livros Falados, o que  me pareceu uma solução, porém, os títulos e autores oferecidos nem sempre, aliás, quase nunca eram os que eu gostaria ou precisaria ler. O que novamente me limitou muito o acesso ao  conhecimento.

Quando chegaram os softwares ledores de telas, tive uma enorme esperança e até achei que tinha chegado a hora de virar cisne.  Afinal, agora seria possível ler tudo o que eu quisesse, poderia entrar em uma livraria ou biblioteca e escolher qualquer um entre os milhares de títulos disponíveis. Todos os livros seriam em formato digital. Outra vez me frustrei. Se eu quiser ler alguma coisa, terei eu mesma de digitalizar os livros, depois corrigir e só depois ler, ainda correndo o risco de levar um processo por estar reproduzindo obras sem autorização da editora e do autor.

Fico me perguntando: quando será que eu poderei ser o cisne da minha história? Quando eu poderei entrar em uma livraria e comprar o livro que quero ler em formato digital?

Espero que eu não vá embora da vida sem ter esse prazer.

 

icone 2icone 3

 Por Flávio Scavasin

“Mesmo para quem discorde de que o livro seja o seu principal amigo, não há como deixar de observar que é o nosso principal companheiro. Afinal, quem seria capaz de fazer mais companhia às pessoas do que um livro?

Desde que se tenha a opção de escolher a leitura – seja por autor, gênero, resenha ou título –, um bom livro é aquele que faz você aprender, pensar, divertir-se, aguçar os seus sentidos e trazer mais elementos para aprimorar as trocas em seu convívio humano. Além disso, há a própria materialidade e o sentido de pertencimento do livro, que dá a sensação de cumplicidade com o objeto físico da leitura, especialmente enquanto ele esteja sendo lido.

Não são as características do parágrafo acima, incluindo até a sensação de cumplicidade com os livros, algumas das mais comuns com relação aos nossos maiores amigos? Levo isso tão a sério que já foi um dos meus lugares preferidos à leitura uma mesa de boteco, quando, por uma particularidade de meu trabalho, eu era um dos últimos a almoçar e começava a ler após o almoço, quando praticamente todos já tinham saído e o local ficava um pouco mais silencioso. Como se tivesse combinado um encontro com um grande amigo, desses com quem se troca confidências, e em horário em que a conversa tivesse menos chance de ser interrompida, estivesse conhecendo melhor as histórias que esse amigo de carne e osso tinha para me contar.

Quando estamos em um transporte público ou sendo transportados por terra, água ou ar, ou esperando o horário para sermos atendidos em algum consultório ou mesmo aguardando momentos inteiros para um determinado acontecimento, quem, além dos livros, poderia nos fazer mais companhia em praticamente todos os momentos da nossa vida? Em outro contexto, qual cidadão ilhado esperando a reconstrução da ponte ou até sentenciado se angustiaria mais? O que gosta de ler e de alguma forma tem acesso aos seus livros desejados ou o que simplesmente não se interessa, não sabe ler  ou não desenvolveu o gosto pela leitura?

A tecnologia trouxe ainda novas formas de livros e leitura, aumentou a possibilidade de escolha e não podemos mais dizer que os livros são apenas de papel, mesmo para quem enxerga, já que podemos ler livros nos computadores, tablets, smartphones ou leitores específicos. Pela possibilidade de anotação e formatação, que traz ainda maior conforto à leitura, além da praticidade, eles são atualmente a minha opção predileta.

Também não podemos mais chamar de leitura apenas os textos captados pelos olhos, já que os cegos, que já liam pelos dedos, também passaram a ter acesso a muito mais livros do que até então disponíveis em braile, que ocupam muito espaço, têm uma impressão cara e conseguem atingir um pequeno percentual  de pessoas,  geralmente aquelas  que já nasceram sem enxergar. Hoje eles ouvem os livros aumentando ou diminuindo a velocidade e soletram palavras, o que lhes dá todo o direito de chamar essa audição de leitura.

Agora, o nosso principal amigo, o livro, também pode ser eletrônico e já fala conosco. “

 

icone 2icone 3icone 2icone 3

Você também pode nos enviar depoimentos em formato de áudio ou vídeo. É simples! Basta seguir as instruções abaixo:

 

 – Depoimentos em formato de vídeo podem ser gravados com celular, câmera fotográfica, filmadora ou webcam; 

 – Depoimentos em formato de áudio podem ser feitos com celular, microfone do computador ou gravador;

 – Evite ambientes com excesso de ruídos para não comprometer a qualidade da gravação;

 – Procure falar de forma clara;

 – No caso de vídeo, grave em ambientes com boa iluminação;

 – O tempo máximo de duração de cada depoimento deve ser de 20 minutos.

 

 

Se preferir, venha à BibliASPA para gravar seu depoimento!

prato

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s